segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Mitos e verdades sobre a Doença de Alzheimer

Desmistifique e entenda a doença que acomete cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil
Descoberta em 1901, por Aloysius Alzheimer1, a Doença de Alzheimer atinge principalmente pessoas com mais de 65 anos acometendo cada paciente de forma única. De acordo com dados do IBGE, o Brasil tem aproximadamente 21 milhões de habitantes com 60 anos ou mais2, tornando a saúde do idoso um foco de atenção. ”Com o envelhecimento da população é importante entender, conhecer e saber reconhecer a DA, afinal, quanto mais cedo os sintomas forem percebidos mais eficaz será o tratamento. Além disso, existem alguns cuidados que podem diminuir os fatores de risco que levam ao surgimento dessa enfermidade”, alerta Tânia Pacheco Ferraz, psiquiatra e coordenadora do Projeto Terceira Idade (PROTER) da USP.

O primeiro sintoma da DA é a perda de memória?
Mito. A doença acomete incialmente a parte do cérebro que controla a linguagem, a memória e o raciocínio, portanto, outros sinais podem indicar a chegada do Alzheimer, como a dificuldade de executar tarefas rotineiras, mudanças no comportamento, instabilidade emocional, dificuldade de concentração e até mesmo problemas motores. É necessária muita atenção quando um idoso apresentar uma ou mais dessas características, já que os sintomas da Doença de Alzheimer podem ser confundidos também com estresse ou fadiga. Ao perceber os primeiros sinais, o paciente deve se submeter a uma avaliação médica, que pode ser feita pelo clínico, que já conhece o paciente, por um neurologista, psiquiatra ou geriatra. Exames físicos e laboratoriais, como testes cognitivos, exames com imagens cerebrais e até mesmo o histórico do paciente são analisados para melhor diagnosticar a enfermidade.

Palavras cruzadas, sudoku, jogos de tabuleiro e exercícios de lógica ajudam a evitar o declínio cognitivo, um dos sintomas do Alzheimer.
Verdade. “Atividades que proporcionam desafio para a mente engajam as estruturas cerebrais, o que pode prevenir declínio cognitivo” afirma Tânia. Palavras cruzadas, sudoku, jogos de tabuleiro e exercícios de lógica, por exemplo, fazem com que o cérebro seja exercitado, trabalhando assim a organização e o planejamento.

Alimentos que contém ômega 3 ajudam a prevenir o Alzheimer.
Verdade. “Estudos realizados em animais mostram que a ingestão de ômega 3 reduz o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide. O acúmulo dessa proteína no cérebro está ligado ao desenvolvimento e progressão da DA”, assegura a especialista. Ômega 3 pode ser encontrado em alimentos como peixes, castanhas, nozes e óleos vegetais.


O Alzheimer acomete apenas os idosos.
Mito. Conhecida como Doença de Alzheimer de Início Precoce (DAIP), a condição é caracterizada por um declínio mais rápido das funções cognitivas, em pessoas com menos de 65 anos. Esses casos são mais raros e correspondem a 10% do total3. Pessoas com histórico de DA em sucessivas gerações da família possuem maior predisposição para o desenvolvimento dos primeiros sinais desse mal antes dos 65 anos, mas a doença também pode ocorrer sem antecedência familiar, devido a uma mutação em um dos genes associados a DAIP4.

Doenças cardiovasculares aumentam o risco de desenvolvimento da DA.
Verdade. De acordo com a psiquiatra, o declínio cognitivo em pacientes com problemas cardíacos é observado em cerca de 25% dos casos avaliados após internações hospitalares5. Depressão, diabetes, tabagismo e obesidade também são considerados fatores de risco para a DA, ou seja, aumentam as chances de desenvolvimento da enfermidade.

A prática regular de exercícios físicos é importante em portadores da Doença Alzheimer.
Verdade. A prática regular de atividades físicas previne e controla a hipertensão, diabetes, obesidade, problemas cardíacos, além de melhorar o condicionamento aeróbico e evitar quedas. “Em pacientes já acometidos pela DA, os exercícios físicos atuam melhorando a qualidade de vida e retardando o avanço da doença”, explica.

A Doença de Alzheimer não tem cura
Verdade. Infelizmente não há cura, porém, já existem tratamentos que retardam a evolução da doença e outros que minimizam os distúrbios no humor e comportamento. Dentre eles, os inibidores da acetilcolinestinesterase, que atrasam de forma significativa o declínio da função cognitiva em pacientes com D.A. leve a moderada. Neste grupo, Eranz (cloridrato de donepezila) é o único medicamento indicado para todas as fases da doença. Vale lembrar que se iniciado já na fase leve da doença, durante o surgimento dos primeiros sintomas, o tratamento terá resultados ainda melhores. Contudo, o médico deve ser sempre procurado para avaliar e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.

Referências:
1.http://www.abraz.com.br/aloizalzheimer/
2.http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/SIS_2010.pdf
3.LAKS, Jerson e TRUZZI, Annibal. Doença de Alzheimer Esporádica de Início Precoce. Revista de Psiquiatria Clínica, vol.32, n.1. São Paulo, 2005.
4.Segundo o psiquiatra Cássio Bottino, os três principais genes afetados por mutações associadas à DA são o da APP (10% a 15% dos casos de DAIP familial), PSEN1 (30% a 70% dos casos de DAIP familial) e PSNE2 (menos de 5% dos casos de DAIP familial).
5. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-60832005000300008&script=sci_arttext
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Pfizer
Ao completar 60 anos de atuação no Brasil em 2012, a Pfizer reforça seu comprometimento com a saúde e o bem-estar das pessoas, trabalhando para ampliar cada vez mais o alcance de pacientes a tratamentos de qualidade, seguros e eficazes. Para isso, a companhia investe em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para doenças importantes e para necessidades médicas não atendidas, além de estabelecer parcerias para possibilitar ampliação do alcance de seus tratamentos à população, por meio de medicamentos genéricos e produtos maduros. Hoje, a Pfizer oferece grande diversidade de opções terapêuticas que abrangem áreas como saúde da mulher, prevenção de enfermidades em crianças e adultos, infecções, dor, doenças autoimunes, câncer, Alzheimer, entre outras. A empresa também valoriza o apoio à comunidade e oferece suporte a projetos sociais no País relacionados a saúde, educação e sustentabilidade. No mundo, a história da Pfizer começou em 1849 com a produção de insumos para medicamentos nos Estados Unidos (Nova York) e se expandiu para mais de 150 países.

Evidencias entre o consumo de ferro e neurodegeneração - Causando Mal de Parkinson e Alzheimer

A seguir destaco o resumo de um excelente artigo chamado Ferro e Neurodegeneração:
O artigo completo poderá ser acessado no link abaixo.



Crescentes evidências vêm indicando que o ferro tem um papel importante na patogênese dos mecanismos da neurodegeneração. Esta revisão tem por objetivo abordar aspectos de sua absorção,
transporte e estoque no corpo humano. Adicionalmente, é abordada a participação do ferro no estresse oxidativo do sistema nervoso central e suas implicações nas doenças neurodegenerativas, com especial destaque para Demência de Alzheimer e Doença de Parkinson.


 
Fonte de dados: foi realizada uma revisão sistemática de toda a literatura publicada em inglês através das bases de dados Medline, Ovid e Scopus, de janeiro de 2000 a setembro de 2007, assim como livros-texto.

Foram excluídos os artigos em que os principais enfoques eram uso de drogas e mutações genéticas relacionadas com metais.
 
Conclusões: a revisão da literatura sugere que o estresse oxidativo, associado ao desequilíbrio na homeostase do ferro, seja uma via importante em relação à patogênese da neurodegeneração. Esses
dados requerem novas investigações para esclarecer se este desequilíbrio é causa ou conseqüência do processo neurodegenerativo.

O consumo de ferro de uma forma diferente daquela que está absorvida pelos alimentos
seja o consumo de ferro mediante a ingestão de suplementos ferrosos ou seja através da contaminação pelo uso de panelas e frigideiras de ferro, é ainda mais danoso para a saude. Pois nosso organismo não metaboliza boa parte do ferro processado, que acaba se alojando na base do cérebro. Isso passa desapercebido pela vida, mas a partir do 60 ou 70 anos passam a se manifestar os problemas.

Muitos médicos ainda receitam suplemento ferroso achando que irá ajudar aos pacientes, quando na realidade poderá acarretar problemas futuros.

Existe também o problema da baixa absorção de ferro, que em muitos casos não se resolve pelo aumento do consumo de ferro, mas sim pelo consumo de vitamina C e pela adoção de uma alimentação equilibrada. Mas infelizmente pouco se comenta isso.

O recado é simples. Nunca ingira ferro na forma de suplemento pois se trata de ferro diluido. Evite o excesso de carnes vermelhas, miúdos e outros alimentos ricos em ferro. Se tiver anemia procure curar pela melhora na alimentação, corte o açucar, refrigerantes, etc. Se quiser associe a vitamina C, essa sim comprovadamente contribui para melhor absorção do ferro.


Existem pesquisas e farta literatura sobre o assunto. destacarei abaixo algumas 

Folha de São Paulo
Revista Eletronicas PUC RG
clinica esportiva janete neves
http://www.livestrong.com

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

'' DESEJO DE NATAL E ANO NOVO "




desejo neste natal
mais justiça social
e no ano novo
mais esperança pro povo
enquanto uns comem
outros morrem de fome
nas calçadas
comendo restos de nada
congelando na madrugada
fria
vazia
dia após dia
entra ano
acaba ano
o SISTEMA
esconde a miséria
em baixo dos panos
segundo plano
não é coisa séria
aparece na tv
para o povo bater palma
e na fila do SUS
muitos perdem a calma
a alma
morrem nos corredores
dos hospitais
pedindo ajuda aos Doutores
aos santos
e tudo mais
Jesus
Buda
Chiva
Iemanjá
disco voador
oxum
Rastafari
ALÁ
olha lá
o povo rezando
para o país mudar
para a política agir
o mundo fazer o bem
não olhar a quem
agora já era
só no ano que vem...

Caranguejunior

Essa tocante poesia foi extraída do link abaixo.


http://www.overmundo.com.br/banco/desejo-de-natal-e-ano-novo